POLÍTICA DO ESQUECIMENTO E SAUDOSISMO MANICOMIAL: SILÊNCIOS, OCULTAMENTOS E MORTIFICAÇÕES NA SAÚDE MENTAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES

Autores

  • Caio Carvalho Freixo Rezende
  • Pedro Renan Santos de Oliveira

Palavras-chave:

desinstitucionalização, memória, saúde mental

Resumo

Historicamente Campos dos Goytacazes/RJ organizou a orientação das políticas assistenciais de Saúde Mental por meio da coexistência da lógica asilar-manicomial com a lógica psicossocial de forma compositiva e não para desisntitucionalização, o que vem demandando reformulações desde o recente encerramento das atividades do último manicômio deste município. Nesse sentido, a presente pesquisa tem como objetivo compreender de que forma a operação de políticas do esquecimento sobre a função sociopolítica do manicômio e os seus efeitos nos modos de cuidar contribuem para manutenção dos desejos de manicômio na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) deste território fluminense. Adota-se, portanto, a análise documental de fontes primárias que tratam do fechamento do Hospital Psiquiátrico João Viana como estratégia metodológica para investigar a relação entre memória e poder expressa no silenciamento e no ocultamento da violência manicomial presente nesses espaços. Como resultado é possível observar que a emergência de certo “saudosismo manicomial” - como produto de políticas do esquecimento - na RAPS está articulado a precarização das políticas públicas de saúde mental, bem como a dilemas político-institucionais ainda não resolvidos. Assim, tornando urgente a discussão sobre o Direito Humano à Memória no Campo da Saúde Mental.

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Publicado

2026-04-12

Como Citar

Carvalho Freixo Rezende, C., & Renan Santos de Oliveira, P. (2026). POLÍTICA DO ESQUECIMENTO E SAUDOSISMO MANICOMIAL: SILÊNCIOS, OCULTAMENTOS E MORTIFICAÇÕES NA SAÚDE MENTAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES. LINKSCIENCEPLACE, 12(1), 110–124. Recuperado de https://linkscienceplace.com/index.php/lnk/article/view/443