POLÍTICA DO ESQUECIMENTO E SAUDOSISMO MANICOMIAL: SILÊNCIOS, OCULTAMENTOS E MORTIFICAÇÕES NA SAÚDE MENTAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES
Palavras-chave:
desinstitucionalização, memória, saúde mentalResumo
Historicamente Campos dos Goytacazes/RJ organizou a orientação das políticas assistenciais de Saúde Mental por meio da coexistência da lógica asilar-manicomial com a lógica psicossocial de forma compositiva e não para desisntitucionalização, o que vem demandando reformulações desde o recente encerramento das atividades do último manicômio deste município. Nesse sentido, a presente pesquisa tem como objetivo compreender de que forma a operação de políticas do esquecimento sobre a função sociopolítica do manicômio e os seus efeitos nos modos de cuidar contribuem para manutenção dos desejos de manicômio na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) deste território fluminense. Adota-se, portanto, a análise documental de fontes primárias que tratam do fechamento do Hospital Psiquiátrico João Viana como estratégia metodológica para investigar a relação entre memória e poder expressa no silenciamento e no ocultamento da violência manicomial presente nesses espaços. Como resultado é possível observar que a emergência de certo “saudosismo manicomial” - como produto de políticas do esquecimento - na RAPS está articulado a precarização das políticas públicas de saúde mental, bem como a dilemas político-institucionais ainda não resolvidos. Assim, tornando urgente a discussão sobre o Direito Humano à Memória no Campo da Saúde Mental.
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