O POSICIONAMENTO INTERDISCURSIVO DE RUTH ROCHA
Palavras-chave:
Análise do Discurso Francesa, Interdiscurso, Ruth RochaResumo
Neste artigo, partindo do conceito de interdiscurso sob os auspícios da Análise do Discurso de linha francesa, objetiva-se a análise crítica de trechos da obra de Ruth Rocha O que os olhos não vêem (1994), entendendo que esta se comunica com O reizinho mandão (1997), O rei que não sabia de nada (1980) e Sapo vira rei vira sapo (1983). Em princípio, a obra de Rocha foi escrita destinando-se ao público infanto-juvenil, mas, como explora a criticidade, é capaz de levar o leitor de todas as idades a analisar a sociedade em que vive. A autora, com sua escrita poética, convida o leitor a tomar posição frente aos problemas sociais enfrentados, já que o livro trata sobre como um povo é governado, tendo um rei que não se preocupa com seus súditos. Na época em que foi escrito, o Brasil vivia o período da Ditadura Militar, assim como os demais livros, escritos entre 1978 e 1982. De qualquer forma, é possível perceber em O que os olhos não vêem um ambiente interdiscursivo bastante atual devido às situações vividas no Brasil de hoje. Trata-se aqui de um trabalho de cunho analítico cuja base teórica precípua é fundamentada em autores como Maingueneau (1987; 2010), Orlandi (1987; 2007), Pêcheaux (1997; 1999), Bakhtin (2015), entre outros estudiosos da Análise do Discurso.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.




This work is licensed under a Creative Commons License