AUTOBIOGRAFIA: FÁBULA OU TESTEMUNHO?
Palavras-chave:
José de Alencar e Graciliano Ramos, “Como e porque sou romancista” e Infância, Literatura BrasileiraResumo
Este artigo aborda sucintamente a escrita memorialística de José de Alencar e Graciliano Ramos, em “Como e porque sou romancista” (2016) e Infância (2008). Analisaremos os modos como as narrativas memorialísticas desses escritores se constituem como gêneros híbridos, misturando biografia, novela e\ou romance, mas que desfrutam desse caráter tipicamente inventarial, a saber, as superposições de elementos históricos aos seus discursos criativos. Traremos à tona, comparativamente, possíveis semelhanças na obra de Ramos, provenientes dos traços estéticos da escrita alencariana, além de pontuarmos suas divergências estilísticas decorrentes de prováveis diferenças ideológicas. Atentaremos para a formação tradicional de José de Alencar, e sua consequente importância para o desenvolvimento do intelectual que foi, comparando seu discurso autobiográfico com o percurso histórico do Graciliano Ramos menino, narrado sob uma espécie de poética sem falsos idealismos ou esperanças vãs.
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